Agora é meia-noite, e eu acabei de jantar um miojo após dedicar três horas da minha vida a fazer um retrato do homem que mais amo: meu companheiro de vida.
Comecei às 20h da noite a traçar o esboço do seu rosto, meio quadrado, meio dócil, extremamente determinado… confesso que morri de amores enquanto desenhava, alternando entre sua face e seus peixes, que fiz questão de incluir no seu retrato. É que ele é um aquarista de primeira qualidade, com sonhos de ajudar a transformar nosso planeta por meio de comunidades, agroflorestas e integração da humanidade e suas cidades com o ecossistema com que a Mãe Terra nos acolhe. É lindo e apaixonante dividir a vida com alguém de sonhos tão belos.
Depois de esboçar tudo que planejei, comecei com as tintas, misturando as cores que mais me remetem a ele… aquela energia mansa, equilibrada! Azul-turquesa, azul cerúleo, amarelo, verde, fiz o que pude para garantir que seu retrato me lembrasse do cheiro de natureza e paz que ele exala, através das cores principais da obra, que combinam também com as cores dos seus peixes.
Fui me deleitando a cada pincelada ansiosa, todas carregadas da minha boa vontade apaixonada. E respeitando minha personalidade agitada e preferência por expressar as ideias de forma concisa e veloz, logo concluí seu retrato, feito com mais apreço por representar o cheiro, a energia, o tom e o universo particular, do que por retratar fielmente apenas o físico.
Agora guardo a ansiedade no peito com o coração vibrante, imaginando como será a entrega da minha obra para ele… o amor da minha vida.
